Mas qual não foi minha surpresa quando ao entrar no meu blog vi que tinha sido visitado e, melhor ainda, comentado. Fiquei tão emocionado que até li o comentário que foi deixado!
E não é que foi um velho conhecido quem deixou sua marca por aqui. E justamente por conhecer a pessoa, além de levar em consideração o que ele escreveu*. E mais que isso: estou postando algo que tem a ver com um desses comentários. Isso só pode dizer uma coisa: foi algo realmente proveitoso, importante, controverso, engraçado, polêmico e/ou completamente estúpido. Das opções anteriores fico com o importante (teve sorte dessa vez, Grama! hehehehe).
'Mas afinal de contas, o que esse cara falou de tão especial? E o que vc pretende falar sobre isso?'
Enfim, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
O senhor Grama comentou que uma das partes da postagem "Emo: por eumo mesmo" pode ser mal entendida e por isso eu deveria tomar um certo cuidado.
A passagem referida eu transcrevo abaixo para aqueles que tem preguiça de ler comentários e procurar passagens em texto:
"Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes(...)."
Agora o esclarecimento: ao escrever isso não quis passar a idéia, embora assim ter ficado explicitado, que a comunidade homossexual deva ser tolerante a priori com todas outras as minorias, formas de pensamento, existentes ou que por ventura venham a surgir. Tanto que deixo claro logo depois que estava tratando de "...integrantes que não escondem o desafetopor essa nova onda entre os adolescente(...).".
O que estava subentendido a meu ver era que a comunidade homossexual, diferente das outras comunidades anteriormente citadas na frase, ainda sofre muito preconceito na sociedade atual**, e por esse motivo, tendem a ser mais tolerantes com aqueles que também sofrem de preconceito. Isso não pretendia firmar um conceito generalizador: todo homossexual é tolerante sempre. Antes disso, pretendo generalizar o seguinte: toda pessoa homossexual é antes de tudo humano.
Durante minha vida não conheci nenhum homossexual que tivesse aversão à negros, por exemplo. Isso não quer dizer que ache essa possibilidade impossível. Tanto que considero uma possibilidade e "plausível".
Outro fato que uso para reafirmar minha posição é de que um dos pilares da atual discórdia quanto aos emos mora no fato de serem tachados de muito emotivos, isso em nossa sociedade nos faz pressupor que tendem ao homossexualismo. Duplo determinismo com raiz preconceituosa: primeiro por afirmar que ser sentimental é sinônimo de ser gay, sem contar que em nossa sociedade isso também é entendido como sinal de fraqueza***. Por qual motivo não se pode ser hetero e ser sentimental? E segundo, isso pressupõe que ser homossexual é algo ruim. Paro por aqui nesse segundo item pela complexidade apresentada nesse assunto. Pretendo discorrer sobre isso posteriormente.
Enfim, a conclusão a qual gostaria que os leitores chegassem é a de que não errei no sentido mais simples da palavra, mas sim que me expressei de maneira incompleta, e aqui preenchi as lacunas deixadas no primeiro texto escrito sobre os emos: até mesmo em meios que sofrem muito preconceito, há uma grande repulsa aos emos e sua ideologia.
Por enquanto é só e prometo mais videozinhos de hard core melódico e bandas consideradas emo para que possamos avaliar com outros olhos (e ouvidos) aquilo que mais uma vez domina a cultura pop nacional. E que dessa vez foi mais espontâneo que muitos outros movimentos precedentes.
E dessa vez peço desculpas caso algo fique pouco claro, pois tive que escrever isso às 2:40 da manhã, morrendo de sono e com texto para ler.
Até a próxima.
notas:
*Na verdade, eu acabo levando todos os comentários deixados por qualquer pessoa em consideração. E se você leu em algum blog ai que o autor não considera criticas não construtivas, tenha certeza: é mentira! Todos lêem tudo!
**apesar de poder existir algum preconceito contra punks, vegans, etc., esse é menos evidente e explicito por motivos diversos, que não cabem aqui. Talvez numa postagem posterior eu venha a discutir esse assunto. Sim, eu prometo bastante. Mas eu cumpro!
***Tentarei tratar desse assunto logo depois que concluir a série dos emos.
Parte totalmente dispensável:
Não sou homofóbico.
"Ah, mas isso mostrou que vc é homofóbico"
Mas eu não sou.
"Pois a negação só reforça a afirmação anterior"
Se é assim, eu quero que você chupe!
Não, na verdade não quero que você chupe!
sexta-feira, 27 de abril de 2007
domingo, 22 de abril de 2007
Emo: Emosical
Emo, que no inicio era apenas um movimento musical. Mas musical como? De onde saiu? Afinal, como diria o Beakmann, "(...)tudo vai para algum lugar."
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
Emo: por eumo mesmo.
Mais novo fenômeno da "contra-cultura pop", os emos estão conseguindo algo que não se esperava no mundo da contra-cultura: a repulsa mesmo das minorias que no passado recente de nossa sociedade.
Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes tanto no Brasil como no resto no mundo ocidental onde essas culturas se encontram.
nas próximas postagens pretendo discorrer sobre como surguiu esse grupo e qual a influência dele em nosso meio atualmente. Sim, eles te influenciam e você nem percebe.
Enquanto isso, fiquem com um pouco de musica ai só para relaxar.
http://www.youtube.com/watch?v=7sJqEccwliQ&mode=related&search=
Essa parte agora é totalmente dispensável:
Ah, e eu não odeio os emos, já vou logo avisando.
"Ah, então vc é um emo!"
Então eu digo uma coisa pra vc:
Se é verdade que emo chora mais que o normal, então chupa aqui pra ver se pau de emo chora mais também, vai!
Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes tanto no Brasil como no resto no mundo ocidental onde essas culturas se encontram.
nas próximas postagens pretendo discorrer sobre como surguiu esse grupo e qual a influência dele em nosso meio atualmente. Sim, eles te influenciam e você nem percebe.
Enquanto isso, fiquem com um pouco de musica ai só para relaxar.
http://www.youtube.com/watch?v=7sJqEccwliQ&mode=related&search=
Essa parte agora é totalmente dispensável:
Ah, e eu não odeio os emos, já vou logo avisando.
"Ah, então vc é um emo!"
Então eu digo uma coisa pra vc:
Se é verdade que emo chora mais que o normal, então chupa aqui pra ver se pau de emo chora mais também, vai!
sábado, 21 de abril de 2007
Como tudo na vida, esse blog também tem um inicio!
Música, games, cinema, politica e, principalmente, comunicação como um todo.
Por mais que os leitores possam achar que esses assuntos estão pra lá de saturados, eu tenho uma má noticia para vocês: assim como Fukuyama errou, os adeptos dessa ideologia também erraram. E o erro foi colossal. E não é necessário nenhum 11 de setembro cultural para que isso seja comprovado. A prova está ai, na sua frente, na outra janela/aba do seu navegador.
'Cultura é pura commoditie. Nós viviamos muito bem sem cinema, video game, internet, essas coisas.' Pensamento cada vez mais constante, principalmente no meio em que me criei: cidade industrial, cultura tecnológica, olhando para o céu e imaginando "meu futuro estará ali cedo ou tarde". Essa é a ideologia que os detentores do poder mais admiram nas pessoas atualmente. Não porque acham que é a coisa certa a se pensar, mas sim porque querem e muito que todas as outras pessoas pensem que é assim.
'Oba, mais um blog dizendo o que temos que fazer e pensar! Como será que ele vai me convencer que isso que foi dito é válido?'
Correndo o risco de ser piégas eu vou responder essa pergunta que eu fiz a mim mesmo: meu amigo, se você não tem bem claro como isso funciona atualmente, então acho que a melhor coisa a fazer é dar um alt+f4 no seu teclado e continuar baixando seus mp3 e sua pornografia sem se preocupar com mais nada, porque eu não vou me preocupar com você mesmo!
Tudo bem, como vai funcionar esse negócio aqui: do meu jeito. Entendeu? Quer que eu desenhe?! Infelizmente para você eu não sei desenhar.
Depois de uma introdução nem um pouco amigável, eu dou as boas vindas a quem chegou nessa linha e para você eu digo: espero que, seja lá o que for escrito aqui, receba críticas as mais diversas. Adoro provocar, vocês vão ver.
E pra quem não entendeu a menção ao céu, em São José não se olha para o céu para ver as estrelas nem as nuvens.
Por mais que os leitores possam achar que esses assuntos estão pra lá de saturados, eu tenho uma má noticia para vocês: assim como Fukuyama errou, os adeptos dessa ideologia também erraram. E o erro foi colossal. E não é necessário nenhum 11 de setembro cultural para que isso seja comprovado. A prova está ai, na sua frente, na outra janela/aba do seu navegador.
'Cultura é pura commoditie. Nós viviamos muito bem sem cinema, video game, internet, essas coisas.' Pensamento cada vez mais constante, principalmente no meio em que me criei: cidade industrial, cultura tecnológica, olhando para o céu e imaginando "meu futuro estará ali cedo ou tarde". Essa é a ideologia que os detentores do poder mais admiram nas pessoas atualmente. Não porque acham que é a coisa certa a se pensar, mas sim porque querem e muito que todas as outras pessoas pensem que é assim.
'Oba, mais um blog dizendo o que temos que fazer e pensar! Como será que ele vai me convencer que isso que foi dito é válido?'
Correndo o risco de ser piégas eu vou responder essa pergunta que eu fiz a mim mesmo: meu amigo, se você não tem bem claro como isso funciona atualmente, então acho que a melhor coisa a fazer é dar um alt+f4 no seu teclado e continuar baixando seus mp3 e sua pornografia sem se preocupar com mais nada, porque eu não vou me preocupar com você mesmo!
Tudo bem, como vai funcionar esse negócio aqui: do meu jeito. Entendeu? Quer que eu desenhe?! Infelizmente para você eu não sei desenhar.
Depois de uma introdução nem um pouco amigável, eu dou as boas vindas a quem chegou nessa linha e para você eu digo: espero que, seja lá o que for escrito aqui, receba críticas as mais diversas. Adoro provocar, vocês vão ver.
E pra quem não entendeu a menção ao céu, em São José não se olha para o céu para ver as estrelas nem as nuvens.
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