terça-feira, 5 de junho de 2007

Mudança moderada de assunto

Depois de muito tempo... "Bora falar de outra coisa por enquanto? Bora!"

Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.

Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.

Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.

Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?

Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.

Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!


Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).

Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe

Não é isso.