Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.
Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.
Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.
Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?
Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.
Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!
Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).
Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe
Não é isso.
Um comentário:
Cara... eu li inteiro... mas ainda não sei o quê dizer... quando que eu ganho balinha? vale sete belo?
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