Essa porra de blog é pessoal ou não é? Então eu vou falar de uma coisa que não tem a ver com nada porque eu quero e ponto.
Essa noite eu tirei para pensar. Em muita coisa e em nada ao mesmo tempo.
Pronto, lá vem esse pseudo-intelectual falando de maneira vazia com semi-significados e de maneira prolixa.
É. É bem isso. Mas não é justo eu expressar em um meio como esse de grande potencial de alcance de público e expressar idéias que só eu vá entender ou alguns poucos que possam perceber ou sei lá... enfim.
É bom receber um elogio? Eu acho que sim. Ainda mais quando foi por um trabalho que você realizou e o resultado foi bem satisfatório. Mas e quando esse elogio foi por ter consertado de maneira maestral, um erro colossal que foi cometido por você mesmo(a)?
E quando você quase teve alguma coisa com aquela pessoa lá e acaba ficando marcado porque foi um "quase", mas toda vez que se pega pensando no assunto (no meu caso, ela) é pra pensar: "ah, mas ia ser só uma vez, com certeza. Se pá a gente ia continuar amigo e tal, mas só."? Ou seja, não se para de pensar na pessoa, mas não porque não consegue esquecer e quer porque quer ficar, mas para pensar que "não aconteceu, paciência".
Seu sobrinho de 1 aninho fala seu nome melhor que muito adulto, sua sobrinha sorri quando te vê. Você os ama como se fossem seus filhos. Mas não são. São seus sobrinhos. Nem afilhados são. Mas seus irmãos te odeiam? Não. Só que você ainda não tem cacife pra ser padrinho. E o pior é que você ainda concorda com eles.
O resultado em um outro trabalho que você acha que se dedicou foi nada mais que "satisfatório". E ao rever o que fez... e não é que você acaba achando isso?
Qual o resultado disso tudo em apenas uma tarde? (E se for uma tarde de setembro então, nem se fala. E ainda mais se for no dia 3, além do ano ser 2007 no calendário Cristão utilizado por todo o ocidente, então.) Um dia inerte.
Isso mesmo... Inerte.
Estou triste? Não. Então estou feliz! Não também.
Angustiado? Não. Entusiasmado? Tão pouco.
Então é chegada a hora da analogia pseudo-cabeça:
Apesar da presença da vida em mim, não sinto que estou vivo. Mas isso não é necessariamente ruim.
Falei que essa ia ser uma noite de falar muito e não falar nada?
Se significou alguma coisa pra alguém, desculpe o desdém que trato meus próprios pensamentos, mas hoje uma amiga disse algo que marcou de verdade e eu aprendi a ser egoista. Quer aprender também? Dá uma olhada aqui!
Ah... e antes que eu me esqueça, eu escrevi ouvindo Sparta. Queria poder mostrar alguma musica deles, mas não rola hoje. Juro que quando conseguir eu baixo e deixo aqui.
Enquanto isso, ouçam Collapse do Sparta.
E é isso.
Desconsiderem esse post para a sua vida.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
terça-feira, 5 de junho de 2007
Mudança moderada de assunto
Depois de muito tempo... "Bora falar de outra coisa por enquanto? Bora!"
Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.
Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.
Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.
Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?
Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.
Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!
Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).
Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe
Não é isso.
Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.
Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.
Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.
Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?
Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.
Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!
Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).
Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe
Não é isso.
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Pequeno esclarecimento
Mas qual não foi minha surpresa quando ao entrar no meu blog vi que tinha sido visitado e, melhor ainda, comentado. Fiquei tão emocionado que até li o comentário que foi deixado!
E não é que foi um velho conhecido quem deixou sua marca por aqui. E justamente por conhecer a pessoa, além de levar em consideração o que ele escreveu*. E mais que isso: estou postando algo que tem a ver com um desses comentários. Isso só pode dizer uma coisa: foi algo realmente proveitoso, importante, controverso, engraçado, polêmico e/ou completamente estúpido. Das opções anteriores fico com o importante (teve sorte dessa vez, Grama! hehehehe).
'Mas afinal de contas, o que esse cara falou de tão especial? E o que vc pretende falar sobre isso?'
Enfim, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
O senhor Grama comentou que uma das partes da postagem "Emo: por eumo mesmo" pode ser mal entendida e por isso eu deveria tomar um certo cuidado.
A passagem referida eu transcrevo abaixo para aqueles que tem preguiça de ler comentários e procurar passagens em texto:
"Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes(...)."
Agora o esclarecimento: ao escrever isso não quis passar a idéia, embora assim ter ficado explicitado, que a comunidade homossexual deva ser tolerante a priori com todas outras as minorias, formas de pensamento, existentes ou que por ventura venham a surgir. Tanto que deixo claro logo depois que estava tratando de "...integrantes que não escondem o desafetopor essa nova onda entre os adolescente(...).".
O que estava subentendido a meu ver era que a comunidade homossexual, diferente das outras comunidades anteriormente citadas na frase, ainda sofre muito preconceito na sociedade atual**, e por esse motivo, tendem a ser mais tolerantes com aqueles que também sofrem de preconceito. Isso não pretendia firmar um conceito generalizador: todo homossexual é tolerante sempre. Antes disso, pretendo generalizar o seguinte: toda pessoa homossexual é antes de tudo humano.
Durante minha vida não conheci nenhum homossexual que tivesse aversão à negros, por exemplo. Isso não quer dizer que ache essa possibilidade impossível. Tanto que considero uma possibilidade e "plausível".
Outro fato que uso para reafirmar minha posição é de que um dos pilares da atual discórdia quanto aos emos mora no fato de serem tachados de muito emotivos, isso em nossa sociedade nos faz pressupor que tendem ao homossexualismo. Duplo determinismo com raiz preconceituosa: primeiro por afirmar que ser sentimental é sinônimo de ser gay, sem contar que em nossa sociedade isso também é entendido como sinal de fraqueza***. Por qual motivo não se pode ser hetero e ser sentimental? E segundo, isso pressupõe que ser homossexual é algo ruim. Paro por aqui nesse segundo item pela complexidade apresentada nesse assunto. Pretendo discorrer sobre isso posteriormente.
Enfim, a conclusão a qual gostaria que os leitores chegassem é a de que não errei no sentido mais simples da palavra, mas sim que me expressei de maneira incompleta, e aqui preenchi as lacunas deixadas no primeiro texto escrito sobre os emos: até mesmo em meios que sofrem muito preconceito, há uma grande repulsa aos emos e sua ideologia.
Por enquanto é só e prometo mais videozinhos de hard core melódico e bandas consideradas emo para que possamos avaliar com outros olhos (e ouvidos) aquilo que mais uma vez domina a cultura pop nacional. E que dessa vez foi mais espontâneo que muitos outros movimentos precedentes.
E dessa vez peço desculpas caso algo fique pouco claro, pois tive que escrever isso às 2:40 da manhã, morrendo de sono e com texto para ler.
Até a próxima.
notas:
*Na verdade, eu acabo levando todos os comentários deixados por qualquer pessoa em consideração. E se você leu em algum blog ai que o autor não considera criticas não construtivas, tenha certeza: é mentira! Todos lêem tudo!
**apesar de poder existir algum preconceito contra punks, vegans, etc., esse é menos evidente e explicito por motivos diversos, que não cabem aqui. Talvez numa postagem posterior eu venha a discutir esse assunto. Sim, eu prometo bastante. Mas eu cumpro!
***Tentarei tratar desse assunto logo depois que concluir a série dos emos.
Parte totalmente dispensável:
Não sou homofóbico.
"Ah, mas isso mostrou que vc é homofóbico"
Mas eu não sou.
"Pois a negação só reforça a afirmação anterior"
Se é assim, eu quero que você chupe!
Não, na verdade não quero que você chupe!
E não é que foi um velho conhecido quem deixou sua marca por aqui. E justamente por conhecer a pessoa, além de levar em consideração o que ele escreveu*. E mais que isso: estou postando algo que tem a ver com um desses comentários. Isso só pode dizer uma coisa: foi algo realmente proveitoso, importante, controverso, engraçado, polêmico e/ou completamente estúpido. Das opções anteriores fico com o importante (teve sorte dessa vez, Grama! hehehehe).
'Mas afinal de contas, o que esse cara falou de tão especial? E o que vc pretende falar sobre isso?'
Enfim, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
O senhor Grama comentou que uma das partes da postagem "Emo: por eumo mesmo" pode ser mal entendida e por isso eu deveria tomar um certo cuidado.
A passagem referida eu transcrevo abaixo para aqueles que tem preguiça de ler comentários e procurar passagens em texto:
"Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes(...)."
Agora o esclarecimento: ao escrever isso não quis passar a idéia, embora assim ter ficado explicitado, que a comunidade homossexual deva ser tolerante a priori com todas outras as minorias, formas de pensamento, existentes ou que por ventura venham a surgir. Tanto que deixo claro logo depois que estava tratando de "...integrantes que não escondem o desafetopor essa nova onda entre os adolescente(...).".
O que estava subentendido a meu ver era que a comunidade homossexual, diferente das outras comunidades anteriormente citadas na frase, ainda sofre muito preconceito na sociedade atual**, e por esse motivo, tendem a ser mais tolerantes com aqueles que também sofrem de preconceito. Isso não pretendia firmar um conceito generalizador: todo homossexual é tolerante sempre. Antes disso, pretendo generalizar o seguinte: toda pessoa homossexual é antes de tudo humano.
Durante minha vida não conheci nenhum homossexual que tivesse aversão à negros, por exemplo. Isso não quer dizer que ache essa possibilidade impossível. Tanto que considero uma possibilidade e "plausível".
Outro fato que uso para reafirmar minha posição é de que um dos pilares da atual discórdia quanto aos emos mora no fato de serem tachados de muito emotivos, isso em nossa sociedade nos faz pressupor que tendem ao homossexualismo. Duplo determinismo com raiz preconceituosa: primeiro por afirmar que ser sentimental é sinônimo de ser gay, sem contar que em nossa sociedade isso também é entendido como sinal de fraqueza***. Por qual motivo não se pode ser hetero e ser sentimental? E segundo, isso pressupõe que ser homossexual é algo ruim. Paro por aqui nesse segundo item pela complexidade apresentada nesse assunto. Pretendo discorrer sobre isso posteriormente.
Enfim, a conclusão a qual gostaria que os leitores chegassem é a de que não errei no sentido mais simples da palavra, mas sim que me expressei de maneira incompleta, e aqui preenchi as lacunas deixadas no primeiro texto escrito sobre os emos: até mesmo em meios que sofrem muito preconceito, há uma grande repulsa aos emos e sua ideologia.
Por enquanto é só e prometo mais videozinhos de hard core melódico e bandas consideradas emo para que possamos avaliar com outros olhos (e ouvidos) aquilo que mais uma vez domina a cultura pop nacional. E que dessa vez foi mais espontâneo que muitos outros movimentos precedentes.
E dessa vez peço desculpas caso algo fique pouco claro, pois tive que escrever isso às 2:40 da manhã, morrendo de sono e com texto para ler.
Até a próxima.
notas:
*Na verdade, eu acabo levando todos os comentários deixados por qualquer pessoa em consideração. E se você leu em algum blog ai que o autor não considera criticas não construtivas, tenha certeza: é mentira! Todos lêem tudo!
**apesar de poder existir algum preconceito contra punks, vegans, etc., esse é menos evidente e explicito por motivos diversos, que não cabem aqui. Talvez numa postagem posterior eu venha a discutir esse assunto. Sim, eu prometo bastante. Mas eu cumpro!
***Tentarei tratar desse assunto logo depois que concluir a série dos emos.
Parte totalmente dispensável:
Não sou homofóbico.
"Ah, mas isso mostrou que vc é homofóbico"
Mas eu não sou.
"Pois a negação só reforça a afirmação anterior"
Se é assim, eu quero que você chupe!
Não, na verdade não quero que você chupe!
domingo, 22 de abril de 2007
Emo: Emosical
Emo, que no inicio era apenas um movimento musical. Mas musical como? De onde saiu? Afinal, como diria o Beakmann, "(...)tudo vai para algum lugar."
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
Emo: por eumo mesmo.
Mais novo fenômeno da "contra-cultura pop", os emos estão conseguindo algo que não se esperava no mundo da contra-cultura: a repulsa mesmo das minorias que no passado recente de nossa sociedade.
Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes tanto no Brasil como no resto no mundo ocidental onde essas culturas se encontram.
nas próximas postagens pretendo discorrer sobre como surguiu esse grupo e qual a influência dele em nosso meio atualmente. Sim, eles te influenciam e você nem percebe.
Enquanto isso, fiquem com um pouco de musica ai só para relaxar.
http://www.youtube.com/watch?v=7sJqEccwliQ&mode=related&search=
Essa parte agora é totalmente dispensável:
Ah, e eu não odeio os emos, já vou logo avisando.
"Ah, então vc é um emo!"
Então eu digo uma coisa pra vc:
Se é verdade que emo chora mais que o normal, então chupa aqui pra ver se pau de emo chora mais também, vai!
Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes tanto no Brasil como no resto no mundo ocidental onde essas culturas se encontram.
nas próximas postagens pretendo discorrer sobre como surguiu esse grupo e qual a influência dele em nosso meio atualmente. Sim, eles te influenciam e você nem percebe.
Enquanto isso, fiquem com um pouco de musica ai só para relaxar.
http://www.youtube.com/watch?v=7sJqEccwliQ&mode=related&search=
Essa parte agora é totalmente dispensável:
Ah, e eu não odeio os emos, já vou logo avisando.
"Ah, então vc é um emo!"
Então eu digo uma coisa pra vc:
Se é verdade que emo chora mais que o normal, então chupa aqui pra ver se pau de emo chora mais também, vai!
sábado, 21 de abril de 2007
Como tudo na vida, esse blog também tem um inicio!
Música, games, cinema, politica e, principalmente, comunicação como um todo.
Por mais que os leitores possam achar que esses assuntos estão pra lá de saturados, eu tenho uma má noticia para vocês: assim como Fukuyama errou, os adeptos dessa ideologia também erraram. E o erro foi colossal. E não é necessário nenhum 11 de setembro cultural para que isso seja comprovado. A prova está ai, na sua frente, na outra janela/aba do seu navegador.
'Cultura é pura commoditie. Nós viviamos muito bem sem cinema, video game, internet, essas coisas.' Pensamento cada vez mais constante, principalmente no meio em que me criei: cidade industrial, cultura tecnológica, olhando para o céu e imaginando "meu futuro estará ali cedo ou tarde". Essa é a ideologia que os detentores do poder mais admiram nas pessoas atualmente. Não porque acham que é a coisa certa a se pensar, mas sim porque querem e muito que todas as outras pessoas pensem que é assim.
'Oba, mais um blog dizendo o que temos que fazer e pensar! Como será que ele vai me convencer que isso que foi dito é válido?'
Correndo o risco de ser piégas eu vou responder essa pergunta que eu fiz a mim mesmo: meu amigo, se você não tem bem claro como isso funciona atualmente, então acho que a melhor coisa a fazer é dar um alt+f4 no seu teclado e continuar baixando seus mp3 e sua pornografia sem se preocupar com mais nada, porque eu não vou me preocupar com você mesmo!
Tudo bem, como vai funcionar esse negócio aqui: do meu jeito. Entendeu? Quer que eu desenhe?! Infelizmente para você eu não sei desenhar.
Depois de uma introdução nem um pouco amigável, eu dou as boas vindas a quem chegou nessa linha e para você eu digo: espero que, seja lá o que for escrito aqui, receba críticas as mais diversas. Adoro provocar, vocês vão ver.
E pra quem não entendeu a menção ao céu, em São José não se olha para o céu para ver as estrelas nem as nuvens.
Por mais que os leitores possam achar que esses assuntos estão pra lá de saturados, eu tenho uma má noticia para vocês: assim como Fukuyama errou, os adeptos dessa ideologia também erraram. E o erro foi colossal. E não é necessário nenhum 11 de setembro cultural para que isso seja comprovado. A prova está ai, na sua frente, na outra janela/aba do seu navegador.
'Cultura é pura commoditie. Nós viviamos muito bem sem cinema, video game, internet, essas coisas.' Pensamento cada vez mais constante, principalmente no meio em que me criei: cidade industrial, cultura tecnológica, olhando para o céu e imaginando "meu futuro estará ali cedo ou tarde". Essa é a ideologia que os detentores do poder mais admiram nas pessoas atualmente. Não porque acham que é a coisa certa a se pensar, mas sim porque querem e muito que todas as outras pessoas pensem que é assim.
'Oba, mais um blog dizendo o que temos que fazer e pensar! Como será que ele vai me convencer que isso que foi dito é válido?'
Correndo o risco de ser piégas eu vou responder essa pergunta que eu fiz a mim mesmo: meu amigo, se você não tem bem claro como isso funciona atualmente, então acho que a melhor coisa a fazer é dar um alt+f4 no seu teclado e continuar baixando seus mp3 e sua pornografia sem se preocupar com mais nada, porque eu não vou me preocupar com você mesmo!
Tudo bem, como vai funcionar esse negócio aqui: do meu jeito. Entendeu? Quer que eu desenhe?! Infelizmente para você eu não sei desenhar.
Depois de uma introdução nem um pouco amigável, eu dou as boas vindas a quem chegou nessa linha e para você eu digo: espero que, seja lá o que for escrito aqui, receba críticas as mais diversas. Adoro provocar, vocês vão ver.
E pra quem não entendeu a menção ao céu, em São José não se olha para o céu para ver as estrelas nem as nuvens.
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