Boa para todos!
Mais uma vez tento ressucitar o blog. Mas finalmente com um mote, com um objetivo, um norte para mantê-lo.
Além da prática de escrita, a partir daqui (pela primeira vez em todos as postagens que eu fiz) esse blog vai precisar e muito da colaboração de todos.
"Por que só agora?" perguntam vocês .
Pois agora, com alguma ajuda externa, decidi que vou produzir textos.
"Ah, massa! Mas e ai? Do que se trata?" perguntam outra vez.
Pretendo começar a escrever contos de toda sorte. A princípio sem muita pretensão, mas sempre com um claro objetivo em mente: que sejam lidos.
Tenho alguns que pretendo manter comigo, pelo menos até que consiga trabalhá-los mais profundamente.
Mas eu descobri que tenho uma pequena semelhança com o personagem Gregory House: o meu melhor trabalho só sai mediante discussão e, muitas vezes, conflito. Na maioria comigo mesmo.
Bom, mas isso explicarei ao longo da evolução do blog. Agora minha to do list:
-Melhorar esse layoiut;
-Praticar o poder de sintese;
-Conseguir um número mínimo de visualizações para que eu possa fazer uma enquete descente;
-Fazer a primeira enquente;
-Explicar aquilo que era para eu ter falado, e que eu falei falei e não disse nada até agora;
-Para de usar tags html dentro do texto e começar a aprender a usar a interface do blogger.
Isso tudo fica pro próximo post.
Espero eu que seja logo.
Amém e obrigados.
colaborou para esse post Malu Canela. Blog dela: Flores com Mel
Noção indisponível no momento
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de março de 2009
O desafio de se formar Midiálogo
A aproximadamente 4 meses de finalmente finalizar a maratona que foi estudar e me formar Midiálogo, pegar o canudo e tocar a vida com projetos individuais (que incluem trabalho, vida e um possível mestrado) recordo-me de um dia há 4 anos. Retorno, na verdade, 4 anos mais na linha do tempo. Quando tive todas as certezas e todas as surpresas que podem ser reservadas para um humilde filho de encanador e uma dona de casa que ensinaram muito para a criatura que vos fala.
Um periodo que posso dizer, foi de muitas certezas e muitas realizações. Não necessariamente complementares. Explico a seguir.
Tive a primeira certeza 4 anos antes do tempo que falei anteriormente, quando na sétima série do ensino fundamental da Escola Estadual Professora Lourdes Maria de Camargo (vulgo Grupão, que na minha época era a ultima chance de todos os alunos que foram expulsos das outras escolas por qualquer motivo que fosse) eu tive a certeza de que iria fazer faculdade. E no ano seguinte soube que seria pública, custasse o que custasse. E custou. 4 anos depois da primeira certeza, tive a certeza de que não conseguiria sozinho.
E veio o cursinho. E veio a aposentadoria do meu pai. E veio o aperto. E vieram forças não sei da onde para dizer "ok, vamos continuar" quando eu não passei na primeira vez.
Veio a primeira paixão (não correspondida, viria a se tornar a regra e não a excessão na minha vida. Como foi na vida de metade da humanidade nessa idade). Vieram os primeiros amigos de verdade, vieram as frustrações. Vieram as festas. Veio mais uma certeza: nunca faria parte daquilo, seria o chatão da turma, seja lá qual fosse o meu fim.
E foram 3 anos assim. Estudando, fazendo de tudo para garantir um lugarzinho ao sol dos abençoados pelo conhecimento especializado e superior. Durante esse periodo, outras certezas apareceram: certeza que iria morar sozinho; certeza que iria para a Metrópole; certeza que estaria na USP; certeza que faria Audiovisual. Depois vieram outras certezas que mudaram um pouco as anteriores: certeza que faria cinema; certeza que seria diretor ao sair do curso; e a melhor de todas: certeza que nunca faria Unicamp.
"Pow", pensava eu, "nunca que vou passar numa prova que exige matemática e física na segunda fase. Sou um cara de humanas irremediável.
Então, o segundo ano de cursinho! Menos uma preocupação: era bolsista agora. E o curso de Midialogia começaria no ano seguinte. Uma professora de redação (será que a Elza ainda dá aula pros 'boyzinhu' do Anglo entre as disciplinas de ética no ITA?) sabia de minha vocação para a comunicação (apenas cinema, na época) e disse a famosa frase "mas por que você não tenta?"
"Ok, é mais uma opção. Mas nunca que eu vou conseguir passar!"
Vieram as provas, vieram os resultados, vieram as segundas fases, vieram os novos resultados. E então vieram os três nãos e um talvez. O talvez foi de quem?! Ora, mas vejam só!
Foi então que eu tive uma das ultimas certezas dessa fase: Unicamp é uma opção.
Não consegui entrar. A lista parou na minha vez ("Maldito Diego! Se você fosse um filho da puta seria muito fácil querer a sua morte no ano seguinte!"). Mas tudo bem, tive ali a certeza que as exatas não me odiavam mais que eu as odiava. Ali tive a certeza (ó, outra!?) de que cursos como engenharia de *whatever* eram também opções. Mas eu sou de comunicação (ainda comunicação para mim era o cinema), então vou por onde acredito ser meu lugar.
Foi mais um ano de cursinho. Desta vez fui bolsista 100% do cursinho Iguatemy, não muito conhecido na cidade. Mas tinha certeza que ia fazer cursinho aquele ano e que ia tentar de novo.
Eis que o cursinho faliu, bem no meio do semestre. E eu trabalhava nele para manter o material, que não era incluso na bolsa.
"Ok, o que acontece agora", pensava. Um outro cursinho acolheu os desesperados alunos desamparados do Iguatemy. Toca todo mundo ir para o COC. E veio o trabalho no depósito da familia. E vieram os clientes chatos, as velhas gordas, os calotes, as brigas com clientes caloteiros, os furtos (posteriormente viraram assaltos). E eu tinha certeza que ia morrer de estresse.
Pronto. Fim de ano. Provas. Agora nada de Rio de Janeiro, só faculdades de São Paulo.
Veio a Ufscar. Foi! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Unesp. Foi! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Unicamp. FOI! CARALHO! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Usp.
...
Bom, pelo menos eu iria fazer faculdade
E eu tinha certeza que no fim do ano prestaria Usp de novo e... Ok, vamos para São Carlos. Imagem e Som é tudo o que eu queria! Dava para trabalhar com cinema lá. Certeza.
Ultima semana antes da matrícula da Unicamp.
Mas o curso de Midialogia parece ser tão bom. E é a Unicamp. E é comunicação. E está começando. E está cheio de problemas, com certeza. E eu sempre adorei o desafio de construir algo em conjunto!
Sexta feira, ultimo dia. Mando ou não a carta desistindo de São Carlos?
...
"Everton [irmão], você sabe chegar em Campinas?"
E começa o curso. Novo mundo, nova vida.
Pensionato com 20 pessoas (fora as 20 meninas no prédio dos fundos). Tive que colocar o inglês e o portuñol para funcionar algumas vezes, porque estrangeiro era o que mais tinha naquele lugar. E ainda tem.
Foi avançando o ano, evoluindo nos trabalhos, amadurecendo nos estudos, conhecendo gente nova. E o gosto pela Unicamp bateu. E por lá tive a certeza que ficaria. Fiquei.
Primeiro ano. Perrengues à granel. Amores, desamores, brigas, desafetos, noites em claro, problemas em casa, cobranças de todos os lados, menos um tio na familia, menos um vizinho, festas... tanta coisa, que envolve tantos sentimentos e tantas pessoas que explicar e exemplificar é impossível, além de não-ético e não-bom. Mas para ilustrar, tive a certeza que não aguentaria.
Mais três anos. Amigos vieram, foram. Corações partiram, corações se uniram e se separaram e se uniram e se separaram e se uniram e se... enfim. Vidas foram jogadas fora, familias se formaram, familias se desfizeram. Repúblicas formaram-se. Tantas lágrimas foram derramadas ao som de guitarras e atabaques, ao cheiro de mato e ao gosto de álcool, tabaco e felicidade/decepções. Atos públicos, Midiatos. Chamamos os movimentos e as convenções pré-estabelecidas "pra xincha", ganhamos uns, perdemos outros. Toca levar a vida.
Tive certeza que faria cinema. Certeza que produziria, dirigiria ou iluminaria. Certeza que nunca faria o projeto de multimidia.
E vieram os projetos: TV primeiro. TV digital. Mini documentários para web tb com suporte textual. Próximo do que o Youtube permite fazer agora com as suas tags em video, só que antes dele fazer isso. Como provar? Não posso. Nunca acabou. A greve acabou com ele (e eu também ajudei, admito).
Então fotografia depois. Documental, mas com um veio artistico. O 10 mais merecidos que tive.
Projeto de áudio. Vou fazer um... documentário, com apresentações musicais. Ótimo. Equipe mais que reduzida. Produzi, dirigi, pesquisei, filmei. Matei. Outro 10. Missão cumprida. Missão comprida (*ufa*).
Agora falta o de cinema. Mas eu nunca dirigi. Tudo que eu fiz foi relacionado a som e a games. Games? Sim! um estágio no meu primeiro sonho de infância. Meu Deus. Bica projeto de cinema e toca fazer de multimidia. Complementar é viver.
E é isso que está saindo. Discussões, discordâncias, debates. Descanço.
Em julho o IA vai olhar para mim pela última vez e me chamar de aluno. Nesse dia ele me entregará um papel que diz "Missão Cumprida! Adeus, dê licença pois o futuro vem vindo pelo menos corredor que vocês está saindo"
E todas as certezas eu tive. Não me arrependo de nenhuma, mesmo das que não se cumpriram (a grande maioria).
Talvez por isso tenho medo de novas certezas, como a certeza de que farei mestrado, de que quero continuar trabalhando com o que estou atualmente, de que quero começar e terminar projetos pessoais. Tenho medo de certezas como essas porque não sei ao certo se aconteceram ou não.
A única certeza que tenho é que em julho, um dia pelo menos, meus olhos ficarão vermelhos.
E ouvirei "Mr. Brightside", e quem estiver comigo ficará também com eles vermelhos. De novo.
Agora acabou o quarto ano. Novos calouros entram. Um rapaz com cara de menino me diz: "hey, você é o Élcio, não? eu sou veterano da Midialogia!" Lógico que minha primeira pergunta é como assim? "Ah, é que eu sou 08. Você não conhece bem nossa turma, né?" E a realidade veio. Acabou meu tempo. É hora de ir embora. O sonho universitário já era, já disse um amigão meu. Não concordo porque se era pra ter esse sonho, me acordaram no meio. Mas entendo. O que mais fiz foi entender, e também não.
Agora é a vez deles. E eu sou o passado. Eu que vou ser alvo da frase que mais ouvi minha turma proferir: mas o que ESSE CARA tá fazendo aqui ainda?!
Finalmente vieram mais algumas certezas: de que fiz uma boa
Um periodo que posso dizer, foi de muitas certezas e muitas realizações. Não necessariamente complementares. Explico a seguir.
Tive a primeira certeza 4 anos antes do tempo que falei anteriormente, quando na sétima série do ensino fundamental da Escola Estadual Professora Lourdes Maria de Camargo (vulgo Grupão, que na minha época era a ultima chance de todos os alunos que foram expulsos das outras escolas por qualquer motivo que fosse) eu tive a certeza de que iria fazer faculdade. E no ano seguinte soube que seria pública, custasse o que custasse. E custou. 4 anos depois da primeira certeza, tive a certeza de que não conseguiria sozinho.
E veio o cursinho. E veio a aposentadoria do meu pai. E veio o aperto. E vieram forças não sei da onde para dizer "ok, vamos continuar" quando eu não passei na primeira vez.
Veio a primeira paixão (não correspondida, viria a se tornar a regra e não a excessão na minha vida. Como foi na vida de metade da humanidade nessa idade). Vieram os primeiros amigos de verdade, vieram as frustrações. Vieram as festas. Veio mais uma certeza: nunca faria parte daquilo, seria o chatão da turma, seja lá qual fosse o meu fim.
E foram 3 anos assim. Estudando, fazendo de tudo para garantir um lugarzinho ao sol dos abençoados pelo conhecimento especializado e superior. Durante esse periodo, outras certezas apareceram: certeza que iria morar sozinho; certeza que iria para a Metrópole; certeza que estaria na USP; certeza que faria Audiovisual. Depois vieram outras certezas que mudaram um pouco as anteriores: certeza que faria cinema; certeza que seria diretor ao sair do curso; e a melhor de todas: certeza que nunca faria Unicamp.
"Pow", pensava eu, "nunca que vou passar numa prova que exige matemática e física na segunda fase. Sou um cara de humanas irremediável.
Então, o segundo ano de cursinho! Menos uma preocupação: era bolsista agora. E o curso de Midialogia começaria no ano seguinte. Uma professora de redação (será que a Elza ainda dá aula pros 'boyzinhu' do Anglo entre as disciplinas de ética no ITA?) sabia de minha vocação para a comunicação (apenas cinema, na época) e disse a famosa frase "mas por que você não tenta?"
"Ok, é mais uma opção. Mas nunca que eu vou conseguir passar!"
Vieram as provas, vieram os resultados, vieram as segundas fases, vieram os novos resultados. E então vieram os três nãos e um talvez. O talvez foi de quem?! Ora, mas vejam só!
Foi então que eu tive uma das ultimas certezas dessa fase: Unicamp é uma opção.
Não consegui entrar. A lista parou na minha vez ("Maldito Diego! Se você fosse um filho da puta seria muito fácil querer a sua morte no ano seguinte!"). Mas tudo bem, tive ali a certeza que as exatas não me odiavam mais que eu as odiava. Ali tive a certeza (ó, outra!?) de que cursos como engenharia de *whatever* eram também opções. Mas eu sou de comunicação (ainda comunicação para mim era o cinema), então vou por onde acredito ser meu lugar.
Foi mais um ano de cursinho. Desta vez fui bolsista 100% do cursinho Iguatemy, não muito conhecido na cidade. Mas tinha certeza que ia fazer cursinho aquele ano e que ia tentar de novo.
Eis que o cursinho faliu, bem no meio do semestre. E eu trabalhava nele para manter o material, que não era incluso na bolsa.
"Ok, o que acontece agora", pensava. Um outro cursinho acolheu os desesperados alunos desamparados do Iguatemy. Toca todo mundo ir para o COC. E veio o trabalho no depósito da familia. E vieram os clientes chatos, as velhas gordas, os calotes, as brigas com clientes caloteiros, os furtos (posteriormente viraram assaltos). E eu tinha certeza que ia morrer de estresse.
Pronto. Fim de ano. Provas. Agora nada de Rio de Janeiro, só faculdades de São Paulo.
Veio a Ufscar. Foi! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Unesp. Foi! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Unicamp. FOI! CARALHO! HIIIIIIHAAAA!
Veio a Usp.
...
Bom, pelo menos eu iria fazer faculdade
E eu tinha certeza que no fim do ano prestaria Usp de novo e... Ok, vamos para São Carlos. Imagem e Som é tudo o que eu queria! Dava para trabalhar com cinema lá. Certeza.
Ultima semana antes da matrícula da Unicamp.
Mas o curso de Midialogia parece ser tão bom. E é a Unicamp. E é comunicação. E está começando. E está cheio de problemas, com certeza. E eu sempre adorei o desafio de construir algo em conjunto!
Sexta feira, ultimo dia. Mando ou não a carta desistindo de São Carlos?
...
"Everton [irmão], você sabe chegar em Campinas?"
E começa o curso. Novo mundo, nova vida.
Pensionato com 20 pessoas (fora as 20 meninas no prédio dos fundos). Tive que colocar o inglês e o portuñol para funcionar algumas vezes, porque estrangeiro era o que mais tinha naquele lugar. E ainda tem.
Foi avançando o ano, evoluindo nos trabalhos, amadurecendo nos estudos, conhecendo gente nova. E o gosto pela Unicamp bateu. E por lá tive a certeza que ficaria. Fiquei.
Primeiro ano. Perrengues à granel. Amores, desamores, brigas, desafetos, noites em claro, problemas em casa, cobranças de todos os lados, menos um tio na familia, menos um vizinho, festas... tanta coisa, que envolve tantos sentimentos e tantas pessoas que explicar e exemplificar é impossível, além de não-ético e não-bom. Mas para ilustrar, tive a certeza que não aguentaria.
Mais três anos. Amigos vieram, foram. Corações partiram, corações se uniram e se separaram e se uniram e se separaram e se uniram e se... enfim. Vidas foram jogadas fora, familias se formaram, familias se desfizeram. Repúblicas formaram-se. Tantas lágrimas foram derramadas ao som de guitarras e atabaques, ao cheiro de mato e ao gosto de álcool, tabaco e felicidade/decepções. Atos públicos, Midiatos. Chamamos os movimentos e as convenções pré-estabelecidas "pra xincha", ganhamos uns, perdemos outros. Toca levar a vida.
Tive certeza que faria cinema. Certeza que produziria, dirigiria ou iluminaria. Certeza que nunca faria o projeto de multimidia.
E vieram os projetos: TV primeiro. TV digital. Mini documentários para web tb com suporte textual. Próximo do que o Youtube permite fazer agora com as suas tags em video, só que antes dele fazer isso. Como provar? Não posso. Nunca acabou. A greve acabou com ele (e eu também ajudei, admito).
Então fotografia depois. Documental, mas com um veio artistico. O 10 mais merecidos que tive.
Projeto de áudio. Vou fazer um... documentário, com apresentações musicais. Ótimo. Equipe mais que reduzida. Produzi, dirigi, pesquisei, filmei. Matei. Outro 10. Missão cumprida. Missão comprida (*ufa*).
Agora falta o de cinema. Mas eu nunca dirigi. Tudo que eu fiz foi relacionado a som e a games. Games? Sim! um estágio no meu primeiro sonho de infância. Meu Deus. Bica projeto de cinema e toca fazer de multimidia. Complementar é viver.
E é isso que está saindo. Discussões, discordâncias, debates. Descanço.
Em julho o IA vai olhar para mim pela última vez e me chamar de aluno. Nesse dia ele me entregará um papel que diz "Missão Cumprida! Adeus, dê licença pois o futuro vem vindo pelo menos corredor que vocês está saindo"
E todas as certezas eu tive. Não me arrependo de nenhuma, mesmo das que não se cumpriram (a grande maioria).
Talvez por isso tenho medo de novas certezas, como a certeza de que farei mestrado, de que quero continuar trabalhando com o que estou atualmente, de que quero começar e terminar projetos pessoais. Tenho medo de certezas como essas porque não sei ao certo se aconteceram ou não.
A única certeza que tenho é que em julho, um dia pelo menos, meus olhos ficarão vermelhos.
E ouvirei "Mr. Brightside", e quem estiver comigo ficará também com eles vermelhos. De novo.
Agora acabou o quarto ano. Novos calouros entram. Um rapaz com cara de menino me diz: "hey, você é o Élcio, não? eu sou veterano da Midialogia!" Lógico que minha primeira pergunta é como assim? "Ah, é que eu sou 08. Você não conhece bem nossa turma, né?" E a realidade veio. Acabou meu tempo. É hora de ir embora. O sonho universitário já era, já disse um amigão meu. Não concordo porque se era pra ter esse sonho, me acordaram no meio. Mas entendo. O que mais fiz foi entender, e também não.
Agora é a vez deles. E eu sou o passado. Eu que vou ser alvo da frase que mais ouvi minha turma proferir: mas o que ESSE CARA tá fazendo aqui ainda?!
Finalmente vieram mais algumas certezas: de que fiz uma boa
Tirando a poeira digital
Pessoas do meu Brasil varonil!
Estou de volta... pelo menos agora com um pouco mais de animação que antes.
Esse post é basicamente para dar o recado. Pretendo hoje ainda (no mais tardar amanhã) fazer o meu primeiro post de verdade para retornar ao mundo bloggeiro.
Agradeço principalmente à Liene, à Ishii e à Su por terem feito, de uma forma ou de outra, voltar a me aventurar nesse mundo de impressões pessoais sobre a vida, o universo, meu quarto e tudo o mais.
Já tenho um tema que vou explorar agora.
Por favor, aguardem...
Estou de volta... pelo menos agora com um pouco mais de animação que antes.
Esse post é basicamente para dar o recado. Pretendo hoje ainda (no mais tardar amanhã) fazer o meu primeiro post de verdade para retornar ao mundo bloggeiro.
Agradeço principalmente à Liene, à Ishii e à Su por terem feito, de uma forma ou de outra, voltar a me aventurar nesse mundo de impressões pessoais sobre a vida, o universo, meu quarto e tudo o mais.
Já tenho um tema que vou explorar agora.
Por favor, aguardem...
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Um momento para não pensar em nada
Essa porra de blog é pessoal ou não é? Então eu vou falar de uma coisa que não tem a ver com nada porque eu quero e ponto.
Essa noite eu tirei para pensar. Em muita coisa e em nada ao mesmo tempo.
Pronto, lá vem esse pseudo-intelectual falando de maneira vazia com semi-significados e de maneira prolixa.
É. É bem isso. Mas não é justo eu expressar em um meio como esse de grande potencial de alcance de público e expressar idéias que só eu vá entender ou alguns poucos que possam perceber ou sei lá... enfim.
É bom receber um elogio? Eu acho que sim. Ainda mais quando foi por um trabalho que você realizou e o resultado foi bem satisfatório. Mas e quando esse elogio foi por ter consertado de maneira maestral, um erro colossal que foi cometido por você mesmo(a)?
E quando você quase teve alguma coisa com aquela pessoa lá e acaba ficando marcado porque foi um "quase", mas toda vez que se pega pensando no assunto (no meu caso, ela) é pra pensar: "ah, mas ia ser só uma vez, com certeza. Se pá a gente ia continuar amigo e tal, mas só."? Ou seja, não se para de pensar na pessoa, mas não porque não consegue esquecer e quer porque quer ficar, mas para pensar que "não aconteceu, paciência".
Seu sobrinho de 1 aninho fala seu nome melhor que muito adulto, sua sobrinha sorri quando te vê. Você os ama como se fossem seus filhos. Mas não são. São seus sobrinhos. Nem afilhados são. Mas seus irmãos te odeiam? Não. Só que você ainda não tem cacife pra ser padrinho. E o pior é que você ainda concorda com eles.
O resultado em um outro trabalho que você acha que se dedicou foi nada mais que "satisfatório". E ao rever o que fez... e não é que você acaba achando isso?
Qual o resultado disso tudo em apenas uma tarde? (E se for uma tarde de setembro então, nem se fala. E ainda mais se for no dia 3, além do ano ser 2007 no calendário Cristão utilizado por todo o ocidente, então.) Um dia inerte.
Isso mesmo... Inerte.
Estou triste? Não. Então estou feliz! Não também.
Angustiado? Não. Entusiasmado? Tão pouco.
Então é chegada a hora da analogia pseudo-cabeça:
Apesar da presença da vida em mim, não sinto que estou vivo. Mas isso não é necessariamente ruim.
Falei que essa ia ser uma noite de falar muito e não falar nada?
Se significou alguma coisa pra alguém, desculpe o desdém que trato meus próprios pensamentos, mas hoje uma amiga disse algo que marcou de verdade e eu aprendi a ser egoista. Quer aprender também? Dá uma olhada aqui!
Ah... e antes que eu me esqueça, eu escrevi ouvindo Sparta. Queria poder mostrar alguma musica deles, mas não rola hoje. Juro que quando conseguir eu baixo e deixo aqui.
Enquanto isso, ouçam Collapse do Sparta.
E é isso.
Desconsiderem esse post para a sua vida.
Essa noite eu tirei para pensar. Em muita coisa e em nada ao mesmo tempo.
Pronto, lá vem esse pseudo-intelectual falando de maneira vazia com semi-significados e de maneira prolixa.
É. É bem isso. Mas não é justo eu expressar em um meio como esse de grande potencial de alcance de público e expressar idéias que só eu vá entender ou alguns poucos que possam perceber ou sei lá... enfim.
É bom receber um elogio? Eu acho que sim. Ainda mais quando foi por um trabalho que você realizou e o resultado foi bem satisfatório. Mas e quando esse elogio foi por ter consertado de maneira maestral, um erro colossal que foi cometido por você mesmo(a)?
E quando você quase teve alguma coisa com aquela pessoa lá e acaba ficando marcado porque foi um "quase", mas toda vez que se pega pensando no assunto (no meu caso, ela) é pra pensar: "ah, mas ia ser só uma vez, com certeza. Se pá a gente ia continuar amigo e tal, mas só."? Ou seja, não se para de pensar na pessoa, mas não porque não consegue esquecer e quer porque quer ficar, mas para pensar que "não aconteceu, paciência".
Seu sobrinho de 1 aninho fala seu nome melhor que muito adulto, sua sobrinha sorri quando te vê. Você os ama como se fossem seus filhos. Mas não são. São seus sobrinhos. Nem afilhados são. Mas seus irmãos te odeiam? Não. Só que você ainda não tem cacife pra ser padrinho. E o pior é que você ainda concorda com eles.
O resultado em um outro trabalho que você acha que se dedicou foi nada mais que "satisfatório". E ao rever o que fez... e não é que você acaba achando isso?
Qual o resultado disso tudo em apenas uma tarde? (E se for uma tarde de setembro então, nem se fala. E ainda mais se for no dia 3, além do ano ser 2007 no calendário Cristão utilizado por todo o ocidente, então.) Um dia inerte.
Isso mesmo... Inerte.
Estou triste? Não. Então estou feliz! Não também.
Angustiado? Não. Entusiasmado? Tão pouco.
Então é chegada a hora da analogia pseudo-cabeça:
Apesar da presença da vida em mim, não sinto que estou vivo. Mas isso não é necessariamente ruim.
Falei que essa ia ser uma noite de falar muito e não falar nada?
Se significou alguma coisa pra alguém, desculpe o desdém que trato meus próprios pensamentos, mas hoje uma amiga disse algo que marcou de verdade e eu aprendi a ser egoista. Quer aprender também? Dá uma olhada aqui!
Ah... e antes que eu me esqueça, eu escrevi ouvindo Sparta. Queria poder mostrar alguma musica deles, mas não rola hoje. Juro que quando conseguir eu baixo e deixo aqui.
Enquanto isso, ouçam Collapse do Sparta.
E é isso.
Desconsiderem esse post para a sua vida.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Mudança moderada de assunto
Depois de muito tempo... "Bora falar de outra coisa por enquanto? Bora!"
Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.
Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.
Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.
Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?
Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.
Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!
Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).
Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe
Não é isso.
Pela primeira vez vou falar de um momento do dia em especial, como se fosse escrever em um diário. Não é algo super especial, principalmente porque não sou o primeiro e nem serei o ultimo a fazer isso, ainda bem!
Permitam expressar-me de maneira mais livre nessa postagem, isto é, gostaria de pedir desculpas para os leitores (que não são muitos, eu sei, mas mesmo assim merecem todo o respeito possível) pois a partir do próximo parágrafo escreverei de maneira menos ligada às normas gramaticais da chamada norma culta da escrita na lingua portuguesa. Faço isso principalmente porque é a forma na qual expresso-me melhor. Por esse motivo, peço que não liguem para os eventuais erros de colocação, ortografia, conjunções, conjugações, digitação, etc.
Acordei tarde hoje, principalmente porque o dia anterior foi particularmente puxado. Ao acordar, enquanto preparava o almoço, terminei de fazer duas coisas: ler um artigo na revista superinteressante desse mês e ver o documentário de grande apelo emocional "Uma Verdade Inconveniente" estrelando Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e, como o próprio se denomina, "ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América". E minha tão presente, polêmica e importante (pelo menos pra mim) posição quanto ao assunto ecologia retornou a tona. Com várias coisas passando pela minha cabeça ao mesmo tempo e muitas delas loucas demais para que pudessem ser exteriorizadas.
Segundo as teorias de Darwin que foram vistas, revistas, reformuladas, corrigidas, recauchutadas, tunadas, envenenadas, curadas e coisa e tal, não passamos de um monte de átomos de carbono que não tem outra ambição que não a de fazer cópias de si mesmo para sobreviver e manter a espécie. A evolução, a mutação e a seleção natural contribuíram para que nossa consciência fosse feita. E ai fico sabendo que muito do que eu sou já foi pré formatado anteriormente. Que muito do que eu sinto, vejo e até mesmo acredito não foi moldado por minhas decisões e a conseqüente reação do mundo, mas por uma combinação de genes que acharam que é melhor assim e a natureza concordou.
Logo, a lógica da humanidade roda em torno da mesma lógica animal que faz mover a vida: o negócio é comer e reproduzir. Arranjar um emprego que pague mais, pra que? Pra poder comer mais. Comprar um carrão pra que? Pra poder mostrar que tem condições de comer e dar de comer, pra então poder reproduzir. Pra que crescer o pinto? Pra poder mostrar que tem com o que se reproduzir. E por ai vai.
Dai vem a pergunta: Então quer dizer que tudo que eu acredito, toda a complexidade humana que eu sempre acreditei que fosse maior que a condição pura e simples de animais com vontade de trepar em árvore e comer o próximo, que fosse uma razão de viver, um propósito e tal, é simplesmente uma maneira de se esquecer que no fundo, é comer e trepar, não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em momentos diferentes. ENTÃO PRA QUE SE PREOCUPAR COM O MUNDO??? Pra que dar importância para a natureza, para o meio em que vivemos? pra que?
Pensei, madruguei, quase pulei de um prédio de 100 andares pra acabar com essa minha angustia existêncial (tem que ser de 100 andares e aqui perto, pq eu não vou desperdiçar minha vida pulando de qualquer varandinha. E aqui perto pq eu to com preguiça de viajar atualmente, sabe?), mas ai veio uma explicação.
Bom, apesar de saber que acreditar é um luxo que a evolução nos deu e que nada disso serve realmente pra nada, eu acredito que posso mandar tudo isso às favas e acreditar no que eu quiser. E eu acredito que não gosto de viver no lixo. Pois no lixo é cada um por si. É cada um ditando as suas próprias regras, fazendo de tudo para passar por cima do outro e que tudo tem que ser funcional. Existir por existir não é justificativa para ser poupado. Por isso temos o direito de matar jacarés pra fazer bolsas, doninhas para fazer casacos e largatixas para nos divertir.
Por mais vegan que esse discurso aparente, tem um certo fundo de "é isso ai, mano!". Respeitar a vida é essencial para a existência de qualquer ser vivo na fase da terra. Mas o ser humano acha que está fora desse contexto. E não está. É mais um no jogo, só que não gostou das regras e tá trapaceando. A natureza pode ser eliminada, mas ela elimina antes que a eliminou. E isso acontece da pior forma possível: gradativamente. (Acha que não é pior? Quer um exemplo de como isso é pior? Câncer. Respondi? Se não, vem e me fala que eu te explico melhor.)
A única coisa "boa" que eu vejo nisso é que se o ser humano conseguir eliminar a natureza sem ser eliminado, então essa teoria do darwin que me incomodou tanto tá meio furada, pois ele se baseou na natureza e nas suas reações, e eliminar ela é como achar o esqueleto de Jesus: fodeu!
Isso não quer dizer que eu ache que o discurso Vegan é plausível. Achar que não se pode matar animais simplesmente por que o bichinho é vivo não quer dizer muita coisa. A natureza não é assim e o conceito de respeito à vida é muuuuito diferente desse que a gente criou.
Apesar disso, a natureza mesmo mostra que é muito mais complexa que sonha nossa vã filosofia. Exemplo? Como pode um predador adotar uma presa como sendo sua cria? Homossexualismo não é de Deus? Tem muito cachorro, gato, leão, zebra, passarinho e até inseto que não concorda com isso. E os crocodilos que depois que comem um bufalo saem da margem do rio pra que os outros possam tomar agua? É respeito! O ser humano estaria fadado a dar errado se não fosse a inteligência e a consciência própria (q tem vez que acho que não é lá uma coisa tãããão legal).
Bom, vou encerrar essa verborragia aqui ainda mais pq eu já não sei mais qual o caminho que esse post tá tomando. Mas foi um momento impar que eu gostaria de compartilhar com todos. E quem ler esse texto imenso eu dou uma bala! É só comentar e dizer o calibre que eu dou com prazer. hehehehehe
Não é isso.
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Pequeno esclarecimento
Mas qual não foi minha surpresa quando ao entrar no meu blog vi que tinha sido visitado e, melhor ainda, comentado. Fiquei tão emocionado que até li o comentário que foi deixado!
E não é que foi um velho conhecido quem deixou sua marca por aqui. E justamente por conhecer a pessoa, além de levar em consideração o que ele escreveu*. E mais que isso: estou postando algo que tem a ver com um desses comentários. Isso só pode dizer uma coisa: foi algo realmente proveitoso, importante, controverso, engraçado, polêmico e/ou completamente estúpido. Das opções anteriores fico com o importante (teve sorte dessa vez, Grama! hehehehe).
'Mas afinal de contas, o que esse cara falou de tão especial? E o que vc pretende falar sobre isso?'
Enfim, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
O senhor Grama comentou que uma das partes da postagem "Emo: por eumo mesmo" pode ser mal entendida e por isso eu deveria tomar um certo cuidado.
A passagem referida eu transcrevo abaixo para aqueles que tem preguiça de ler comentários e procurar passagens em texto:
"Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes(...)."
Agora o esclarecimento: ao escrever isso não quis passar a idéia, embora assim ter ficado explicitado, que a comunidade homossexual deva ser tolerante a priori com todas outras as minorias, formas de pensamento, existentes ou que por ventura venham a surgir. Tanto que deixo claro logo depois que estava tratando de "...integrantes que não escondem o desafetopor essa nova onda entre os adolescente(...).".
O que estava subentendido a meu ver era que a comunidade homossexual, diferente das outras comunidades anteriormente citadas na frase, ainda sofre muito preconceito na sociedade atual**, e por esse motivo, tendem a ser mais tolerantes com aqueles que também sofrem de preconceito. Isso não pretendia firmar um conceito generalizador: todo homossexual é tolerante sempre. Antes disso, pretendo generalizar o seguinte: toda pessoa homossexual é antes de tudo humano.
Durante minha vida não conheci nenhum homossexual que tivesse aversão à negros, por exemplo. Isso não quer dizer que ache essa possibilidade impossível. Tanto que considero uma possibilidade e "plausível".
Outro fato que uso para reafirmar minha posição é de que um dos pilares da atual discórdia quanto aos emos mora no fato de serem tachados de muito emotivos, isso em nossa sociedade nos faz pressupor que tendem ao homossexualismo. Duplo determinismo com raiz preconceituosa: primeiro por afirmar que ser sentimental é sinônimo de ser gay, sem contar que em nossa sociedade isso também é entendido como sinal de fraqueza***. Por qual motivo não se pode ser hetero e ser sentimental? E segundo, isso pressupõe que ser homossexual é algo ruim. Paro por aqui nesse segundo item pela complexidade apresentada nesse assunto. Pretendo discorrer sobre isso posteriormente.
Enfim, a conclusão a qual gostaria que os leitores chegassem é a de que não errei no sentido mais simples da palavra, mas sim que me expressei de maneira incompleta, e aqui preenchi as lacunas deixadas no primeiro texto escrito sobre os emos: até mesmo em meios que sofrem muito preconceito, há uma grande repulsa aos emos e sua ideologia.
Por enquanto é só e prometo mais videozinhos de hard core melódico e bandas consideradas emo para que possamos avaliar com outros olhos (e ouvidos) aquilo que mais uma vez domina a cultura pop nacional. E que dessa vez foi mais espontâneo que muitos outros movimentos precedentes.
E dessa vez peço desculpas caso algo fique pouco claro, pois tive que escrever isso às 2:40 da manhã, morrendo de sono e com texto para ler.
Até a próxima.
notas:
*Na verdade, eu acabo levando todos os comentários deixados por qualquer pessoa em consideração. E se você leu em algum blog ai que o autor não considera criticas não construtivas, tenha certeza: é mentira! Todos lêem tudo!
**apesar de poder existir algum preconceito contra punks, vegans, etc., esse é menos evidente e explicito por motivos diversos, que não cabem aqui. Talvez numa postagem posterior eu venha a discutir esse assunto. Sim, eu prometo bastante. Mas eu cumpro!
***Tentarei tratar desse assunto logo depois que concluir a série dos emos.
Parte totalmente dispensável:
Não sou homofóbico.
"Ah, mas isso mostrou que vc é homofóbico"
Mas eu não sou.
"Pois a negação só reforça a afirmação anterior"
Se é assim, eu quero que você chupe!
Não, na verdade não quero que você chupe!
E não é que foi um velho conhecido quem deixou sua marca por aqui. E justamente por conhecer a pessoa, além de levar em consideração o que ele escreveu*. E mais que isso: estou postando algo que tem a ver com um desses comentários. Isso só pode dizer uma coisa: foi algo realmente proveitoso, importante, controverso, engraçado, polêmico e/ou completamente estúpido. Das opções anteriores fico com o importante (teve sorte dessa vez, Grama! hehehehe).
'Mas afinal de contas, o que esse cara falou de tão especial? E o que vc pretende falar sobre isso?'
Enfim, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
O senhor Grama comentou que uma das partes da postagem "Emo: por eumo mesmo" pode ser mal entendida e por isso eu deveria tomar um certo cuidado.
A passagem referida eu transcrevo abaixo para aqueles que tem preguiça de ler comentários e procurar passagens em texto:
"Punks, vegans, carecas, straight edges e até mesmo homossexuais são grupos que possuem integrantes que não escondem o desafeto por essa nova onda entre os adolescentes(...)."
Agora o esclarecimento: ao escrever isso não quis passar a idéia, embora assim ter ficado explicitado, que a comunidade homossexual deva ser tolerante a priori com todas outras as minorias, formas de pensamento, existentes ou que por ventura venham a surgir. Tanto que deixo claro logo depois que estava tratando de "...integrantes que não escondem o desafetopor essa nova onda entre os adolescente(...).".
O que estava subentendido a meu ver era que a comunidade homossexual, diferente das outras comunidades anteriormente citadas na frase, ainda sofre muito preconceito na sociedade atual**, e por esse motivo, tendem a ser mais tolerantes com aqueles que também sofrem de preconceito. Isso não pretendia firmar um conceito generalizador: todo homossexual é tolerante sempre. Antes disso, pretendo generalizar o seguinte: toda pessoa homossexual é antes de tudo humano.
Durante minha vida não conheci nenhum homossexual que tivesse aversão à negros, por exemplo. Isso não quer dizer que ache essa possibilidade impossível. Tanto que considero uma possibilidade e "plausível".
Outro fato que uso para reafirmar minha posição é de que um dos pilares da atual discórdia quanto aos emos mora no fato de serem tachados de muito emotivos, isso em nossa sociedade nos faz pressupor que tendem ao homossexualismo. Duplo determinismo com raiz preconceituosa: primeiro por afirmar que ser sentimental é sinônimo de ser gay, sem contar que em nossa sociedade isso também é entendido como sinal de fraqueza***. Por qual motivo não se pode ser hetero e ser sentimental? E segundo, isso pressupõe que ser homossexual é algo ruim. Paro por aqui nesse segundo item pela complexidade apresentada nesse assunto. Pretendo discorrer sobre isso posteriormente.
Enfim, a conclusão a qual gostaria que os leitores chegassem é a de que não errei no sentido mais simples da palavra, mas sim que me expressei de maneira incompleta, e aqui preenchi as lacunas deixadas no primeiro texto escrito sobre os emos: até mesmo em meios que sofrem muito preconceito, há uma grande repulsa aos emos e sua ideologia.
Por enquanto é só e prometo mais videozinhos de hard core melódico e bandas consideradas emo para que possamos avaliar com outros olhos (e ouvidos) aquilo que mais uma vez domina a cultura pop nacional. E que dessa vez foi mais espontâneo que muitos outros movimentos precedentes.
E dessa vez peço desculpas caso algo fique pouco claro, pois tive que escrever isso às 2:40 da manhã, morrendo de sono e com texto para ler.
Até a próxima.
notas:
*Na verdade, eu acabo levando todos os comentários deixados por qualquer pessoa em consideração. E se você leu em algum blog ai que o autor não considera criticas não construtivas, tenha certeza: é mentira! Todos lêem tudo!
**apesar de poder existir algum preconceito contra punks, vegans, etc., esse é menos evidente e explicito por motivos diversos, que não cabem aqui. Talvez numa postagem posterior eu venha a discutir esse assunto. Sim, eu prometo bastante. Mas eu cumpro!
***Tentarei tratar desse assunto logo depois que concluir a série dos emos.
Parte totalmente dispensável:
Não sou homofóbico.
"Ah, mas isso mostrou que vc é homofóbico"
Mas eu não sou.
"Pois a negação só reforça a afirmação anterior"
Se é assim, eu quero que você chupe!
Não, na verdade não quero que você chupe!
domingo, 22 de abril de 2007
Emo: Emosical
Emo, que no inicio era apenas um movimento musical. Mas musical como? De onde saiu? Afinal, como diria o Beakmann, "(...)tudo vai para algum lugar."
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
Antes de surgir o emo core, existia o hard core melódico. Esse estilo saia um pouco da linha do grind, krust, e death core que predominava em expressividade na cena underground da década de 90 (ainda hoje esses estilos predominam em quantidade de bandas representantes). As principais mudanças foram a redução da velocidade das música, menor uso de distorções nas guitarras e, principalmente, o vocal mais nítido e "trabalhado"*. A dicção foi o principal alvo das mudanças dos vocalistas dessa nova vertente do rock pesada, afinal, se agora não iriam mais aplicar o vocal gutural e gritado, cantado na velocidade da bateria, teria que ser bem dito, ou ao menos bem compreendido.
Feitas as mudanças de estrutura era hora de começar a repensar o conteúdo.
Foi então que os jovens músicos começaram a variar a temática das letras. Não que falar da situação socio-politica atual não fosse mais viável (ainda é, diga-se de passagem, vide por exemplo a banda capixaba Dead Fish: http://www.youtube.com/watch?v=oQBsYLACXvo [clipe não oficial]), mas não era mais o foco dessa nova geração. Por que temos que ouvir musicas que não gostamos para ouvir de coisas que acontecem com qualquer um? Era o mote do momento.
Foi então que o Hard Core passou a amar, a sofrer de coisas mais efêmeras, a se preocupar com o dia a dia que o cerca, enfim, com a vida que corre a passos cada vez mais largos diante dos olhos de quem resolveu parar para reparar. Achar que isso nunca foi dito no meio musical o qual estamos tratando é ser muito simplista, mesmo assim, não era tratado com a mesma coragem e clareza que outros assuntos.
Dai para os problemas emocionais foi apenas um pequeno pulo.
Falar de amor, de sentimentos, de desilusões, de traição, sempre foi uma sina da humanidade. Não acho necessário citar aqui alguns exemplos dentre as milhares de obras da literatura, do cinema e, principalmente, da música mundiais que trataram desses assuntos. Mas falar sobre isso num meio agressivo era um desafio muito maior do que se esperava.
Com o tempo formou-se uma identidade em torno desses métodos de se fazer musica, criando praticamente um método para a criação desse novo estilo musical.
Apesar de ter surgido de um estilo que se afastava dos convencionais, muito se manteve como forma de influência: trechos da musica gritados, quase total ausência de solos de guitarra, melodia musical feita em prol da letra, até mesmo as quedas de velocidade, típicas do new metal.
Hoje em dia o emo se vê evoluindo para outros campos da musica, como o metal, o hip hop (em especial o norte americano) e, como tudo que demonstra alguma exposição na midia, o pop.
Dizer que o futuro do emo core é se tornar a mais nova onda pop no Brasil é algo complicado, primeiro porque isso se verifica muito explicitamente nos EUA, o que ainda não diz muita coisa por terras tupiniquins, segundo que o futuro a Deus pertence, mas lembre-se: "O Papa é Pop!"
*Esse é um conceito que passei a relativizar em muito após começar minhas aventuras com a banda que formei com meu primo eu meu amigo, além dos contatos que tive com metaleiros mais radicais. Futuramente pretendo problematizar esse conceito.
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